Típico episódio do Twilight Zone (ou Além da imaginação, se você for o Aldo Rebelo) ontem no Largo da Batata.
Estava eu no ônibus, indo para a Paulista. Sim, eu sou o único paulistano que insiste no ônibus. Lá eu posso ler, escutar o Na Geral, posso até dormir. Se houvessem algumas tomadas e wi-fi eu moraria em um ônibus. Pois bem, sono desgraçado, ainda chegando no Largo da Batata, resolvo tirar um cochilo. Atravessar a Faria Lima as seis e meia da tarde demora um pouco, tempo para aquele sono bacana e tal.
Dormi pouco depois de entrar na Pedroso de Morais. A um ponto do Largo da Batata. Sei lá, eram seis e vinte, chutando alto. Acordei às sete e vinte, pensando que já estava no Grajaú. Um ex-professor de física dizia que "num mundo perfeito, onde nada atrapalha a trajetória do vetor" (acho que era isso, sei lá, nunca prestei atenção nas aulas de física) as coisas andam bem. Mas pelo tanto que eu dormi, seguindo essa lógica, o mais certo seria já descer, sei lá, em Chicago. Só que eu abri o olho e vi o que? FUCKING LARGO DA BATATA!
Eu não acordei com as buzinas, não acordei com o forró, não acordei com porra nenhuma. Acordei porque tinha dormido o suficiente e estava no mesmo lugar. Deve ser por isso que não me incomodei com os solavancos nem nada disso. Estava melhor que a minha cama, o assento do ônibus.
Depois disso, cheguei a conclusão que o Largo da Batata é o nosso Triângulo das Bermudas. Puta merda, imagina se as bandas de forró que lá nascem não sumissem!?
terça-feira, 18 de março de 2008
O Triângulo das Bermudas. A dez reais cada
Postado por
Júlio César
às
06:22
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