terça-feira, 30 de outubro de 2007

Conversando com ela 2 - A cópia

Depois de dar um pulo para conversar com o Junior, ela veio ter comigo:

- Opa! Veio jogar xadrez?
- Puta merda, Júlio, repetindo a piada?
- Ah vai, funciona. Quando o Bergman fez todo mundo achou genial!
- Ah, mas o Bergman é o cara!
- Já sei, você é uma daquelas cinéfilas malas que dizem gostar do Lars Von Trier e não entendem porra nenhuma dos filmes dele, não é?
- Júlio, Júlio, fica esperto. Por muito menos eu já levei gente antes do tempo.
- Falou malandrona! Mas diz aí, que manda?
- Ah, passando só para fazer uma média. Você não me idolatra, né?
- Não, nem tanto. Acho que no Gaiman você tá bacana, mas nada demais. Prefiro a Mulher-Gato pornô do Jim Lee. Mas te achei maior gostosa no desenho.
- E por que, tal qual ele, não me pôs no seu braço?
- Primeiro porque não somos integrantes de uma gangue de motoqueiros e segundo porque eu não sou muito fã de agulhas.
- Tem medo que elas lhe tragam ao meu encontro?
- Porra, eu seria um cagado de merda se fosse te ver por causa de uma agulha!
- Ah, nem queria te dar muitos detalhes, mas vai ser meio babaca o motivo do nosso encontro.
- Pô, conta aí!
- Ah, não é nada demais. Tem alguma coisa a ver com um escorregão.
- Porra, sério que eu vou de uma forma completamente babaca?
- Ah, mais ou menos.
- Mas isso significa que eu vou velho, certo?
- Er, mais não posso dizer.
- Que porra, você é o Exterminador do Futuro?
- Não!
- Então pára com essa lenga lenga de "não posso dizer" e conta aí, manda!
- Mesmo?
- Hit me motherfucker!
- Não, não dá. Está em contrato, não posso revelar essas coisas.
- Porra, então para que você veio?
- Ah, sei lá. Vamos jogar xadrez?
- Pô, não sou bom nisso não. Vamos numa melhor de três no Street Fighter?
- Só se eu jogar com o Zangief.
- Opa, bóra nois manezona. Eu vou de Ryu.

Ganhei as três fichas. Acho que fiz merda.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Um yo-ho-ho e duas garrafas de rum


Desse quiprocó todo que aconteceu no AOE, uma coisa bacana saiu: taí eu sendo zoado na tira do Capitão Piratão. Detalhe para o uso de Júpiter como molde para a cabeçorra, coisa que o Alex Ross faz com obras como Reino do Amanhã, Marvels e Justiça.

Gostei tanto que vou até homenagear com uma idéia semelhante. Obviamente que não com a mesma qualidade, visto que eu desenho como uma criança da terceira série. E por pura preguiça, fui bem humilde com a minha cabeça. Mesmo porque nunca a vi. Não sai em fotos e não inventaram um espelho maior que o Empire State.


"Arte em giz de cera. Júlio César Soares, 3ª série D"

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Esta merda está aberta há vinte minutos e nada de um texto. Bah!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

"Ai gente, eu sou muuuuuuuuuito engraçado!"

Ah, os manuais. O que seria da humanidade sem os manuais? Você tem o Manual do Escoteiro Mirim, o Kama Sutra, a Bíblia. Tudo está lá, explicado: como agir, como se portar, como ter momentos de prazer com a sua parceira (ou parceiro, united collors of Benetton e que tais). Você nasce inútil e de repente surge um livro que pode lhe dar a resposta para todas as dúvidas do Universo, e esse não é o Guia do Mochileiro das Galáxias. O por que de uma introdução ruim como esta? Explico: o Ato ou Efeito - AOE, site que tem como mantenedor o Théo, o Fábio, o quase Ronald Rios (droga, ele não gosta dessa piada, tenho de parar com isso) mas sem a malemolência indie carioca do último, nos privilegia com manuais na seção Conta-gotas. Quer dizer, até onde eu entendi, a seção trata de manuais, mas vocês sabem que eu não sou lá muito inteligente, pelo menos segundo as palavras do Prêmio Nobel de Física, Química, Matemática e Estudos Sociais, Fábio Théo.

Eis que Fábio Théo resolveu fazer um manual sobre piadas. Há anos aguardo por isso. Achei que o desbravador seria, vejamos, Ari Toledo. Ou quem sabe, e acho que o Théo vai gostar desse, o "mestre Jerry Seinfeld". Estranho, eu conheci um outro cara que também chamava Jerry Seinfeld de "mestre", mas o fazia com a malemolência indie carioca. Mundo pequeno, igual aquele do Saint-Exupéry.

Até onde tenho conhecimento, o manual já estava no prelo e a redação atônita porque Théo, O Comediante, "zoaria grandão" com todos aqueles que colaboram com o AOE. Eis que, subitamente, algo estranho aconteceu: eu comentei em um dos textos do site, um comentário bobo, sem propósito algum que não de fazer troça e deixar um merchan em um espaço tão conceituado:

(Todos os direitos dessa imagem pertencem ao AOE e ao mundo)


Comentário feito, réplicas, tréplicas. Respostas sagazes como "uma biba" e "vocês não são donos do termo Zoei Grandão, a gente usa se quiser, mimimimimimi" fizeram parte do texto. Não preciso explicar que Zoei Grandão, além de um termo, é também uma url que, colocada na forma que foi, lembra e muito o que o Junior (o J.J. Jameson do Zoei Grandão) inventou.

Enfim, veio o manual. Com o título "A arte de zoar os amigos - Zoações de nível baixo: Você é um imbecil", ele discorre sobre como fazer piadas ruins sobre assuntos como plágio. Destaco um trecho que me faz rir tanto, mas tanto, que em certas horas eu acho que Fábio Théo é o "mestre do meshtre Jerry Seinfeld":

"Reparem no primeiro comentário, no artigo acima. Plágio. Zoações que envolvem plágio se enquadram nas categorias “preciso de atenção” e “doutor, eu não me engano, meu coração é corinthiano”, “eu tenho uma ervilha podre dentro da cabeça” e “gãããã”. O que é irônico citar uma “ervilha” dentro da cabeça no caso do nosso amigo Júlio, que tem a cabeça enorme. Reparem que eu poderia zoar o fato de ele ter um CORPO grudado na cabeça, mas eu não fiz, seria uma zoação de nível baixo QUASE médio, explico depois. Vamos ao plágio."

Isso é quase uma passagem biblíca. É como se, de repente, no meio do Kama Sutra, a figura do homem virasse para a figura da mulher e falasse:

- É pavê ou pacumê?

É uma piada única, a piada perfeita! Se o Coringa tivesse feito uma desse tipo no A Piada Mortal, o Bátima não soltaria apenas um "(heh)", mas gargalharia por cinco páginas seguidas!

Mas voltando a vaca fria, ou seja, o uso do termo Zoei Grandão ou algo próximo disso, vamos ao fatos. Fábio Théo, há um tempo, fez uma versão de Malhação com blogueiros. Isso nos áureos tempos em que o Ato ou Efeito era um blog, mas tinha tudo para virar o maior site de humor de todos os tempos, segundo o Instituto Zorra Total de Humor. Enfim, dos blogueiros que lá figuravam estava este que vos escreve, o supracitado Junior, Gabi, Eric, Lilhoca, enfim, o pessoal underground da blogosfera, que escreve porque gosta e não para ter o blog linkado, vejamos, pelo Edney (porra, Júlio César, olha os modos caraleo!). Esse texto está disponível no AOE hoje, mas com uma new edition com blogueiros famosos como Kid, o pessoal do Esculhambação e minha memória maligna jura que leu até Kibeloco por lá. Se o Tabet não estiver quando você for ler, eu coloco a mão direita na bíblia, a mão esquerda em um monitor com o site do AOE aberto e juro que vi o que vi. Isso nos leva a clássica pergunta: você traiu o movimento da blogueiragem underground, véi?

Onde eu quero chegar com isso? Simples: se ao invés de Zoa Grandão no título do texto tívessemos "Radiohead esculhamba" seria esse um texto com referencial? Afinal de contas, para que dar referência a um blog que poucos lêem e que a paranóia adsense até hoje só conseguiu angariar dois centavos de dólar. Em tempo, nada contra o pessoal do Esculhambação, isso é só um exemplo de caso. Não é culpa do autor dessa joça a url ser "de propriedade mundial".

O Zoei Grandão consta no Aurélio, no Houaiss e nos dicionários de escola pública. As palavras estão lá, para uso de todos. O comentário não foi uma crítica ao uso do termo, nem um choro para pedir link ou qualquer coisa do tipo (afinal, se quiséssemos isso, faríamos uma versão de Malhação com blogueiros, não é mesmo?). O comentário foi uma brincadeira que existe desde que eu conheço esse imenso comediante, com o humor tão refinado que eu às vezes não entendo, esse supra-sumo da risada, Fábio, O Théo.

Agora eu virei figura carimbada no AOE. Todos os textos que ensinam a fazer piada me tiram como exemplo. Lá achamos palavras como "imbecil", "você é tão burro que não me entende", "você vai lamber o cu do Júlio?" (impressionante como ele conseguiu escrever isso, é tão inovador!) e por aí segue. Tem um novo lá até, que diz que eu sou o "mascote" do site. Declino o título, assim como o "imbecil", aquele que não "entende" nada declinou o convite para escrever no AOE. Nada contra o site, nada contra Fábio Théo, O Homem que faz rir. Me estranha a esquizofrênia do convite e a discrepância do título. Afinal de contas, em um texto com tanto humor, como o mascote pode ser alguém que não faz uma piada sequer direito? Théo, o homem mais inteligente do mundo, sofre dos mesmos males de John Nash, outra mente brilhante. Esse, sem dúvida, "é mais inteligente que um aluno da quinta-série", diria Silvio Santos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Nostradamus dizia que estaríamos fodidos depois dessa

E eis que o que parecia impossível aconteceu: eu estou cansando de blog.

Depois de, sei lá, quatro anos escrevendo as mesmas coisas em diversos lugares (é mais simples do que escrever coisas diferentes em um lugar só, ora pois), estou começando a achar (puta inocência do caraleo) que essas coisas são levadas a sério deveras e a pensar na idiotice que é levar a sério algo que não te dá dinheiro, não te dá mulher e nem te paga aquela cervejinha esperta.

Em contrapartida, eu tenho uma máquina fotográfica agora. E tenho um cartão de 1 guiga!

Acho que vou abrir um dez fotologs.

Merda, tirem esse maldito teclado da minha mão!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Na atividade

O Capitão Nascimento estava no boteco, para uma cervejinha e para divulgar seu blog:

- O senhor não trouxe copo para o companheiro, Garçom 21?
- Não senhor!
- Quer dizer que se o companheiro estiver com sede, o senhor vai jogar a garrafa no chão, garçom 21?
- Não senhor!
- O senhor vai enfiar a garrafa no cu, garçom 21?
- Não senhor!
- Então pega a porra do copo logo, garçom 21! Porra, vinte anos de bar e faz uma dessas!

Então ninguém mais ousou criticar o blog do Capitão Nascimento, de idéia muito boa e execução péssima. Afinal de contas, ele pagou a conta, mesmo sendo faca na caveira e nada na carteira. Lembrem-se, ele paga tudo nessa porra e ninguém deve abrir a boca para falar do trabalho dele. Cê tá entendendo?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Vira bunda, digo, vide bula

Segundo Nostradamus, são três os sinais do Apocalipse: o Joel Schumacher vai dirigir não um, mas dois filmes do Bátima (feito), o Júlio vai nascer (feito, em termos) e o Junior vai elaborar uma corrente e pedir educamente que um número qualquer de pessoas façam passem a chaga para frente (feito?).

Por mais incrível que pareça, feito. Eu achei que, depois do meu nascimento, o mundo, ou a entidade que o rege, ou qualquer outro caraleo que mande na porra toda não seria mais capaz de perpretar outra maldade sem tamanho. Mas eis que a besta-fera do Apocalipse acorda e faz com que a tal corrente venha ao mundo tendo como artífice Junior Costa. Tremei-vos, seus merdas.

Júlio César - Modo de usar

Princípio ativo

70% de cerveja, 45% de cigarros, 112% de boa conversa, 12% de qualquer jogo que tenha sido inventado e que possa ser assimilado, 41578415% de amigos, infinito% de namorada, 0 em matemática desde a primeira série.

Indicações

Segue pela marginal até a ponte do Piqueri e... não porra, não é isso. Pode ser usado em dias chuvosos, dias ensolarados, dias merdas, dias Gleid Plug sabor (sabor?) jasmim, dia de reis ou diariamente. Eficaz quando acompanhado com cerveja. Mais eficaz ainda quando acompanhado da remedinha Bizunzitraxplostermimimimimi.

Modo de usar

Com um cinto, pressione o antebraço até seu braço ficar igual ao do Schwarzenegger em Comando para Matar. Em seguida, dê pequenas batidas na veia. Aplique o conteúdo desse remédio desgraçado com uma seringa e seja feliz ao lado da Courtney Love.

Contra-indicações

Esse remédio é contra-indicado em caso de suspeita de dengue e plágio.

Posologia

Diário, fica por sua conta e risco. Nada que uma cliníca de reabilitação não resolva. Perguntem para a Lindsay Lohan.

Interações medicamentosas

Recomendado com cerveja. Não use em caso de haver somente Ipióca Ouro. Em hipótese alguma depois de duas doses de tequila. Nem por um caraleo aproxime essa merda perto de um vade-mécum e um fósforo.

Receitado para:

: porque ela é minha remedinha e porque o blog dela está na UTI.
Lelê: para combate ao mau humor de qualquer paciente.
Rapha: efeito Lucy in the sky with diamonds garantido.
Tiago: remédio dos Pampas, ou seja, supositório.
Eric: o óleo de fígado de bacalhau Xavier dessa lista.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Liga da Justiça: O outro prego (depois do Aquaman, hohohohoho)


Taí uma capa que eu achei bacana. Heróis da DC se fodendo (mentira, eu sou DCnauta bagaraleo) e o Bátima mostrando o quão fodão é, atrás do Super, da Gostosa Maravilha e até do Hal Jordan. Agora alguém me explica por que diabos o bucha do Aquaman (e o seu incrível poder de convencer um camarão a ir para a panela) não está lá na frente, sendo o primeiro a se foder bonito? E por que diabos a Poderosa não está dando o ar da graça do seu belo decote? Que caraleos!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Má english es to baaaaad

Ok, eu sou burro. E sim, isto é óbvio, visto que você lê este espaço e, enquanto coça a cabeça perguntando por que diabos este blog está no seu monitor, pergunta:

- Caraleos, por que eu tô lendo isso? Esse cara é muito burro!

Pois bem, a principal característica dos burros, creio eu, é a teimosia. Podemos falar, é claro, que é a burrice, mas isso é intrínseco, está no nome, tal qual designer de interiores e homossexual. Mas isso é só um exemplo, pode continuar seu curso de design de interiores em paz.

Por ser teimoso, acredito que posso fazer coisas das quais, óbvio, não conseguirei por razões diversas. Ter um blog decente é um desses exemplos. Eu tento, tento, e não acontece nada. Outro exemplo, esse bem mais claro, é imaginar que um dia eu conseguirei compreender uma sentença completa em inglês. The book is on the table eu ainda sei, mas é só.

E lá fui eu, na teimosia, comprar o High Fidelity, do Nick Hornby. Dei uma conferida na primeira linha e, por algum milagre do Santo da Língua Inglesa, eu compreendi:

These were the ones that really hurt. Can you see your name in that lot, Laura? I reckon you'd senak into the top ten, but there's no soup place for you in the top five; those places are reserved for kind of humiliations and heartbreaksthat you're just no capable of delivering.

Eu sei, é uma versão um pouco mais comprida do the book is on the table. Todo pimpão, me empolguei e pensei "porra, não é difícil". Até chegar no parágrafo do Inferno, escrito no linguajar do demônio as himself:

Most nights we used to mess around in the park around the corner from my house. I lived in Hertfordshire, but I might just as well have lived in any suburb in England: it was that sort of suburb and that sort of park - three minutes away form home, right across the road from a little row of shops (a VG supermarket, a newsagent, an off-licence).

Uadarrél, modafocá! Depois de um parágrafo ABC ABC, toda criança vai ler e escrever, o cara me vem com uma dessas. Tá, é relevante que eu tenho aulas de inglês, e que eu já vi o filme umas três vezes. Mas porra, o cara quer vender como se ele escreve um tratado de fisíca quântica e os outros compram achando que é uma comédia sobre relacionamentos. Além de tudo, a leitura divide-se em ler, traduzir e compreender. São dois neurônios pô! DOIS! Quer dizer, acho que são dois.

Da próxima vez que eu quiser gastar 20 reais em um livro, me convençam de que preciso comprar O Império do Sol. Em portuga, é claro. Viram, os burros são teimosos. Mas isso também pode ser burrice, sei lá.